quarta-feira, 1 de julho de 2009

VIDAS QUE SALVAM VIDAS

A impressa escrita e televisiva divulgou recentemente ter sido realizados em Fortaleza, com sucesso, mais de três mil transplantes de órgãos, resultante da interação entre doadores e transplantados.
O avanço da tecnologia associado ao estudo cientifico por parte de médicos cirurgiões, torna-se possível tal procedimento que envolve um grupo de profissionais da área de saúde e múltiplas tarefas.
Vidas que são salvas, relatos de pacientes que enfrentam o calvário da hemodiálise, patologias diversas de ordem coronarianas atingindo pacientes de todas as classes sociais, ou ainda vidas que são salvas através de transplantes causados por acidentes de trânsito, com maior freqüência. Todo este complexo de técnicas cirúrgicas faz renascer a esperança dos que esperam uma doação.
Ressaltamos o nome do mestre cirurgião Dr. Régis Jucá (im memoriam) pioneiro das cirurgias cardíacas de ponte de safena em nosso Estado. Pautou sua vida na busca do conhecimento cientifico e do bem comum. Sua firmeza de caráter e conduta retilínea foram uma constante na sua existência. Paladino dos desvalidos, dos que padecem nos hospitais. Sua lembrança está sempre presente na memória de centenas de safenados por ele assistidos que renasceram para a vida e voltaram a sorrir. Vidas que salvam vidas.

terça-feira, 30 de junho de 2009

NOVO MODELO ECONÔMICO

A ciência econômica ensinada nas universidades, tanto na Europa como nos Estados Unidos, dificilmente oferecia qualquer ponto de partida para uma abordagem da matéria, relata o economista e escritor internacional – Celso Furtado – no seu livro: “ Desenvolvimento e Sub-Desenvolvimento “.

No mundo contemporâneo, capitalismo e socialismo são modelos econômicos fragilizados nas resoluções das questões peculiares que afligem os povos.

No final dos anos 80, com o fim definitivo de quase todos os sistemas socialistas, surgiu uma onda de guerras civis, formas de uma “ economia saqueadora “, e o domínio crescente de gangues criminosas robustecidas por um novo modelo econômico: o neoliberalismo. Onde estão os êxitos do novo sistema econômico? O déficit no orçamento anual nos Estados Unidos, que em 1980 era de 60 bilhões de dólares, subiu na época da política econômica neoliberal para uma média de 200 bilhões de dólares ( 1994 ). Na Europa duplicou-se, neste mesmo período, a taxa de desemprego. Surgiram mais favelas em todos os centros ocidentais, como no Terceiro Mundo.

Em recente pesquisa, na população das ruas de Londres, uma pergunta singular: o que você faria no momento com o seu dinheiro? 23% responderam que aplicaria em bolsas de valores: 9% em poupança e 3% que guardaria o dinheiro. Com a incerteza do lucro e as oscilações nas bolsas de valores em todo mundo o capitalismo experimenta nos dias atuais um momento crítico, o crepúsculo de uma era.

Como afirma a historiadora Bárbara Tuchman, a era neoliberal não demorará tanto tempo quanto à era do socialismo e do Keynesianismo. A humanidade ainda não se deu conta de que, com o fim de uma época, ficaram obsoletos os lados do antigo conflito, e que ela precisa inventar algo fundamentalmente novo.